sábado, 18 de maio de 2013

Operação Ágata 7 inicia hoje nas fronteiras

Operação Ágata 7 terá 11 mil militares no AM; custo será de R$ 14 milhões Ação de combate a crimes nas fronteiras será realizada em 11 estados.
Na Amazônia, verba será para logística de acesso a locais distantes.

A sétima edição da Operação Ágata teve início neste sábado (18) no Amazonas e em mais dez estados que fazem fronteira com países como a Guiana Francesa, Venezuela, Peru, Bolívia, Colômbia, entre outros. Coordenada pelo Comando Militar da Amazônia (CMA), no estado, a ação visa o combate a crimes como narcotráfico, contrabando de veículos, imigração ilegal e tráfico de armas e munições. Na Amazônia, militares do Exército, Marinha e Aeronáutica farão o monitoramento de 11 mil km de fronteiras e a ação terá custo de cerca de R$ 14 milhões, de acordo com o general Eduardo Villas-Bôas, chefe da operação. Em coletiva de imprensa realizada na sede do CMA, localizado na Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus, o general frisou que a Ágata 7 será uma operação ainda mais abrangente. Na atividade, os militares se concentrarão em ações que irão da região do Oiapoque, no extremo Norte do Amapá, até a divisa de Rondônia com o Mato Grosso. Segundo o genetal Villas-Bôas, a operação contará com um efetivo de mais de 11 mil militares e os recursos serão empregados em logística devido às dificuldades de acesso na região. "Uma parte muito grande desse recurso vem da necessidade logística de apoiar as 20 agências que trabalharão conosco. Como temos uma infraestrutura precária na Amazônia e distâncias muito grandes, dependemos de transportes fluvial e aéreo, que custam mais", justificou.Ainda de acordo com o general, um dos pontos mais preocupantes na região Amazônica é o narcotráfico no Vale do Javari. Villas-Bôas destacou que a Polícia Federal estima que 80% da criminalidade do país esteja ligada ao tráfico de drogas. “Na região do Javari foi desenvolvida uma variedade nova de coca adaptada ao clima quente e úmido da Amazônia. Ao longo da fronteira com o Peru há uma grande incidência de coca e isso facilita o comércio para o lado brasileiro”, apontou o chefe da operação, acrescentando que, antes da Ágata 7, foi feito um trabalho em parceria com a Polícia Federal para repressão do tráfico e dos insumos necessários ao plantio de coca. “Vamos intensificar isso durante a Ágata 7. Aquela área exige também uma grande participação da Marinha, com posicionamento de navios auxiliando o controle e o fechamento das rotas de tráfico”, completou. Iniciada neste fim de semana, a operação será encerrada às vésperas da Copa das Confederações, evento esportivo que acontece no mês de junho em seis cidades-sede – Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. “Foi intencional o período escolhido. Sabemos que em grandes eventos há um aumento de atos ilícitos. Isso não quer dizer que a nossa ação será enfraquecida ao fim da Copa, até porque coletaremos novos dados para operações futuras. A Operação Ágata 7 estará ligada com os centros de estrutura onde ocorrerão os jogos da Copa das Confederações”, explicou Villas-Bôas.Equipes do Exército, Marinha e Aeronáutica realizam desde as 6h deste sábado (18) a sétima etapa da Operação Ágata nos 16,8 mil quilômetros de fronteira terrestre do Brasil com 10 países sul-americanos. A ação visa combater crimes como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, contrabando de veículos, imigração ilegal, problemas indígenas e garimpo. Aproximadamente 25 mil oficiais contam com o apoio de agentes das polícias federal, rodoviária federal, militar e de agências governamentais em todo o Brasil. A operação ocorre às vésperas da Copa da Confederações, que começa em 15 de junho. No Paraná, cerca de três mil oficiais atuam em bases de comando montadas na Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu, e em regiões de pedágio emToledo, Palotina e Céu Azul. Até as 9h, não havia um balanço de prisões e apreensões. As principais ações referem-se a postos de bloqueio e controle de estradas, patrulhamentos, intensificação de fiscalização de produtos controlados, atividades de inteligência e realização de Ações Cívico-Sociais (ACISO), que consistem em levar o atendimento médico, odontológico e hospitalar aos locais onde concentram famílias carentes. Em quase dois anos, o Ministério da Defesa, por meio do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), já realizou seis edições da Operação Ágata. No Paraná, a última etapa realizada foi em agosto de 2012. Os outros estados de fronteira onde estão sendo realizadas as operações são Amapá, Pará, Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os países vizinhos são Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru, Paraguai, Argentina e Uruguai.17º Batalhão de Fronteira abriu a Operação Ágata 7 com realização de barreiras de fiscalização nas estradas vicinais, como Jacadigo, e no Posto Esdras, em Corumbá. No Posto Esdras, que fica na faixa de fronteira com a Bolívia, os militares vistoriam todo tipo de veículo que passa pelo local. A ação conta com apoio da Receita Federal e Polícia Federal. Logo nas primeiras horas de atuação, uma quantidade significativa de roupas que ultrapassava o limite de cotas para importação foi apreendida e encaminhada para o pátio da Receita Federal. Um veículo, transportando carvão vegetal, também teve a carga apreendida. O responsável pela fiscalização no Posto Esdras, sargento Rossi, explicou a importância da Operação. "Estamos atuando em conjunto com as demais forças de segurança da cidade e coibindo diversos crimes. Realizamos vistoria nos veículos, checamos a documentação dos condutores e dos veículos. Além disso, também contaremos com o auxílio de cães farejadores que irão dinamizar as abordagens", disse. Para quem reside na fronteira, ser abordado nesse tipo de fiscalização virou rotina, como apontou o condutor Felipe de Souza, 22 anos. "Moramos na área de fronteira e isso deve ser constante. Há muitas práticas criminais envolvendo drogas e pessoas. Essa é uma forma de garantir a segurança, então, devemos contribuir. Quem não tem nada a dever com a justiça colabora e entende a situação", ressaltou. Em toda a região deflagrada, a Operação Ágata realiza inspeções, vistorias e revistas; Inspeções em aeródromos, combustível de aviação, aeronaves e pilotos; inspeções em acampamentos ribeirinhos, interrogações de embarcações pelo sistema AIS, inspeções de embarcações e condutores; Postos de Bloqueio e Controle de Estradas (PBCE) e Fluviais (PBCFlu); Patrulhas e reconhecimentos navais, terrestres e aéreos; Fiscalizações de produtos controlados; Operações de apoio à população (ACISO); Atendimentos médico-odontológicos; 15.638Atendimentos diversos ao cidadão;161 Reconhecimentos eletrônicos por aeronaves e Interceptação aérea, pelo Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA). Nesta Operação estão sendo empregados 25 mil militares e a participação de agentes das polícias federal, rodoviária federal, militar e de agências governamentais, esta edição é a maior mobilização realizada pelo governo brasileiro no combate aos ilícitos entre Oiapoque (AP) e Chuí (RS). Com o emprego de 25 mil militares e a participação de agentes das Polícias Federal, Rodoviária Federal e Militar e de agências governamentais, esta edição é a maior mobilização realizada pelo governo brasileiro no combate aos ilícitos. Antes de a operação ser deflagrada, o governo manteve contatos com os países vizinhos para o repasse de informações sobre o emprego do aparato militar. A Ágata integra o Plano Estratégico de Fronteiras, sob a coordenação do Ministério da Defesa e comando do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). A execução cabe à Marinha, ao Exército e à Força Aérea Brasileira. A Ágata 7 acontece às vésperas da Copa das Confederações, que terá início em 15 de junho. Em função do evento, o Ministério da Defesa optou por uma mobilização que envolvesse os 16.886 quilômetros de fronteira. Nas edições anteriores, as ações ocorreram em alguns trechos da divisa do Brasil com os países sul-americanos. Durante a mobilização, militares estarão atentos aos principais crimes transfronteiriços como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, contrabando de veículos, imigração e garimpo ilegais. Atualmente, a Operação Ágata conta com a participação de 12 ministérios e 20 agências governamentais, além de instituições dos 11 estados da região de fronteira. Detalhes Como a operação se desenvolve ao longo de toda a fronteira terrestre, as tropas contarão com os centros montados nos Comandos Militares da Amazônia (CMA), em Manaus (AM); do Oeste (CMO), em Campo Grande (MS); e do Sul (CMS), em Porto Alegre (RS). Nesses locais atuarão militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. No entanto, as três Forças utilizarão homens e equipamentos das Organizações Militares, além de poder contar com reforço de outras regiões. A Marinha fará uso de navios patrulha fluvial, helicópteros UH-12, navios de assistência hospitalar e lanchas. Participam da operação destacamentos operacionais dos fuzileiros navais do Batalhão de Operações ribeirinhas, capitanias fluviais, agências fluviais e destacamentos fluviais. O Exército empregará aeronaves, além de blindados e veículos leves para o transporte das tropas. A Força terrestre desenvolverá ações de bloqueios de rodovias montados em pontos estratégicos da fronteira brasileira. No caso específico da Força Aérea Brasileira (FAB), o centro de operação ficará no Comando Geral de Operações Aéreas (COMGAR), com sede em Brasília. A Aeronáutica tem à disposição os aviões Super Tucano (A-29), caças F 5EM, os aviões radares, os VANTs e helicópteros. Os agentes governamentais, como as Polícias Federal e Rodoviária Federal, Receita Federal, bem como Anatel, Aneel, ANP, DNPM, ICMBio, Funai e Ibama, atuarão em conjunto em suas respectivas áreas. Operação Ágata Felipe Barra/ Ministério da Defesa Em quase dois anos, o Ministério da Defesa já realizou seis edições da Operação Ágata. A faixa de fronteira situa-se 150 quilômetros a partir da divisa. Esse território compreende 27% do território nacional onde estão 710 municípios, sendo 122 cidades limítrofes e 588 não limítrofes. A fronteira tem 16.886 quilômetros de extensão, sendo 7.363 quilômetros de linha seca e 9.523 quilômetros de rio, lagos e canais. São 23.415 quilômetros de rodovias federais. Os estados de fronteira são: Amapá, Pará, Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os países vizinhos são: Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru, Paraguai, Argentina e Uruguai. Além do combate aos ilícitos, a Ágata contempla também ações cívico-sociais, como atendimento médico, odontológico e hospitalar nos locais onde se concentram famílias carentes. De acordo com o balanço integrado, as seis edições da Ágata resultaram em 59.717 procedimentos, 18.304 atendimentos médicos e 29.482 odontológicos. Cerca de 9 mil pessoas foram vacinadas e foram distribuídos 195.241 medicamentos.Ao todo 25 mil militares e agentes das polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e de agências governamentais participam desta edição, considerada pelo ministério, a maior mobilização realizada pelo governo brasileiro no combate aos ilícitos entre o Oiapoque (AP) e o Chuí (RS). De acordo com o Ministério da Defesa, antes de a operação ser deflagrada, "o governo manteve contatos com os países vizinhos para o repasse de informações sobre o emprego do aparato militar". A Ágata integra o PEF (Plano Estratégico de Fronteiras) sob a coordenação do Ministério da Defesa e comando do EMCFA (Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas). A execução cabe à Marinha, ao Exército e à FAB (Força Aérea Brasileira). Ainda segundo a Defesa, durante a mobilização militares estarão atentos aos principais crimes transfronteiriços como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, contrabando de veículos, imigração e garimpo ilegais. Ao longo de toda a fronteira terrestre, as tropas contarão com os centros montados nos CMA (Comandos Militares da Amazônia), em Manaus; CMO (Comando Militar do Oeste), em Campo Grande; e CMS (Comando Militar do do Sul), em Porto Alegre. Em quase dois anos já foram realizadas seis edições da Operação Ágata em uma faixa de fronteira que compreende 27% do território nacional onde estão 710 municípios, sendo 122 cidades limítrofes e 588 não limítrofes. A fronteira tem 16.886 quilômetros de extensão, sendo 7.363 quilômetros de linha seca e 9.523 quilômetros de rio, lagos e canais. São 23.415 quilômetros de rodovias federais. Os estados de fronteira são: Amapá, Pará, Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os países vizinhos são: Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru, Paraguai, Argentina e Uruguai. Fonte: G1 Folha de São Paulo

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Brasileiro é nomeado chefe militar da ONU no Congo

O tenente-general brasileiro Carlos Alberto dos Santos foi nomeado nesta sexta-feira (17) comandante militar da missão de estabilização da ONU na República Democrática do Congo (RDC) pelo secretário-geral da organização, Ban Ki-moon. Com mais de 40 anos de experiência militar nacional e internacional e já tendo ocupado este mesmo posto na missão de estabilização do Haiti entre 2007 e 2009, o brasileiro vai substituir o general de Divisão indiano Chander Prakash Wadhwa, que finalizou seu serviço em 31 de março deste ano, e a quem Ban agradeceu por seus dois anos de serviço nesta missão. O general nasceu em 1952 e se formou em Engenharia Civil na Universidade Católica de Campinas, além de ter se graduado na Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (RJ). Casado e com três filhos, ele ocupava o posto de assessor especial do ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência do Brasil.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Otan vive crise de identidade

É uma angústia profunda, talvez o prelúdio para uma verdadeira crise existencial. Ela resulta de uma questão às vezes enfrentada pelas organizações: "Mas para quê nós servimos, realmente?" E essa questão está começando a ser levantada na sede da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), em Bruxelas. De reuniões ministeriais sem pauta até cúpulas sem decisões, a organização sobrevive, tenta se encontrar e "redefinir" isto ou retomar aquilo. Na verdade, o fim de sua missão afegã em 2014 – com incertezas sobre o que virá depois -, conjugado a uma crise econômica e orçamentária sem precedentes que mina seus membros europeus, tem a mergulhado em consternação. E não são os comentários, abafados ou explícitos, dos dirigentes americanos sobre aquilo que o "International Herald Tribune" do dia 12 de abril chamava de risco de "falta de relevância militar coletiva" dos europeus que devolverão moral ao secretário-geral Anders Fogh Rasmussen e a seus adjuntos... Mais um sinal das dificuldades atuais: uma cúpula dos chefes de Estado e de governo da Aliança foi cancelada, pela incerteza quanto à presença de Barack Obama. Desde 2010-2011, quase todos os europeus reduziram seus orçamentos militares, alvos bastante fáceis, evidentemente. As opiniões públicas são menos sensíveis a essas medidas do que a outras, que as atingem mais diretamente. No total, o continente dedica hoje à sua Defesa 15% a menos que em 2001. Nem a França, nem o Reino Unido atingem mais a norma da Otan de 2% do PIB dedicado ao domínio militar. O esforço francês deverá se aproximar de 1% em 2025. E embora hoje a Alemanha disponha, no que diz respeito ao armamento convencional, de um orçamento comparável ao da França, ela ainda hesita em tomar a iniciativa que a levaria a um outro status que não o de potência econômica. Os europeus estão assumindo somente um terço das despesas da Otan, em breve um quarto, ao passo que dez anos atrás eles bancariam metade delas. Nações pequenas e médias estão simplesmente fora do jogo, incapazes de trazer à organização meios militares significativos. Assim, é difícil continuar funcionando, a longo prazo, como um suposto conjunto unido e consensual. Ainda mais se, como aconteceu na guerra da Líbia, surgirem divergências políticas: oito membros participaram da guerra, mas a Alemanha, a Polônia e a Turquia ficaram de fora. E a Otan, atraída um pouco contra sua vontade para a ação, não deixou de evidenciar as lacunas e as falhas da operação. Que foram muitas, é verdade: reabastecimentos aéreos, meios para inteligência ou técnicas de supressão das defesas antiaéreas inimigas foram insuficientes. Aos soldados dinamarqueses faltou munição; a abstenção de Berlim por um tempo paralisou a frota de aviões de controle Awacs administrada pelas forças armadas alemãs… A Otan esteve ausente no Mali, onde também não lhe pediram nada ainda que ela se gabasse de ser também uma força antiterrorista; ficou bastante feliz por seu papel no conflito sírio se limitar a enviar mísseis para a Turquia e a fazer planejamento "em todo caso"; e desde 2002 dispunha de uma Força de Reação Rápida que nunca foi acionada; ela buscava uma razão de ser, e um meio de acalmar suas tensões internas. Ela acreditava ter encontrado, com a "smart defence": uma "defesa inteligente" à base de mutualização e divisão de despesas, com uma melhor coordenação dos investimentos e a esperança de economias de escala beneficiando o conjunto. Os grandes contribuidores da Aliança, hoje pressionados financeiramente, poderiam aceitar a continuar pagando por aqueles que recebem verbas conjuntas ao mesmo tempo em que contribuem muito pouco. E Washington, em dúvida sobre a verdadeira vontade dos europeus de participarem mais, mas também sobre sua real utilidade na solução de conflitos no Oriente Médio ou na Ásia futuramente, talvez visse com bons olhos o aspecto econômico do projeto: expandir as cooperações e os financiamentos conjuntos poderia significar uma maior venda de material americano e uma imposição a todos da norma "made in USA". Hoje estão sendo lançados projetos concretos de cooperação. Quantos darão em algo? É difícil de dizer, levando em conta sua extensão, as dificuldades financeiras dos europeus e do pouco entusiasmo de alguns deles. Sem falar na concorrência com as iniciativas da sempre quimérica "Europa da Defesa". Esta última lançou projetos de "pooling and sharing", e tanto a França quanto a Alemanha – esta última com mais ambiguidade – se perguntam se, em vez de considerar uma nova divisão de papéis dentro de uma Otan que envelhece, não seria melhor expandir a potência de capacidade da União. É um belo tema de reflexão para o sucessor de Catherine Ashton, a alta representante da diplomacia europeia encarregada das questões de segurança, em teoria. E para o sucessor de Anders Fogh Rasmussen, que também deixará seu posto em 2014. A menos que, até lá, o Congresso dos Estados Unidos encontre um consenso entre todos ao reorientar de uma vez por todas a participação americana em uma Aliança frequentemente considerada por Washington como definitivamente em declínio. Classificada de irrelevante após os atentados de 11 de setembro de 2001 e imobilizada por conta de uma crise de identidade, a Otan buscará, em 21 e 22 de novembro, em Praga, na República Tcheca, reformar-se para adaptar seus quadros às novas ameaças geopolíticas globais e à agressividade diplomática dos EUA, o mais influente de seus 19 membros. A aliança militar ocidental, que já conta com a Polônia, a República Tcheca e a Hungria, deverá acolher em seu seio mais sete países do Leste Europeu: a Romênia, a Bulgária, a Eslovênia, a Eslováquia, a Estônia, a Letônia e a Lituânia, chegando a 26 Estados. Embora devam ser convidados agora, esses países passarão por um período de adaptação e só se tornarão membros em 2004. Ademais, George Robertson, secretário-geral da Otan, irá reiterar a proposta de criação de uma força de reação rápida, de 21 mil homens, que seria capaz de agir ao lado dos EUA em todo o planeta, tese defendida por Washington desde a última década. Todavia, de acordo com especialistas consultados pela Folha, se não for bem-sucedida em seus esforços de modernização, a aliança correrá o sério risco de tornar-se um órgão de discussão política estéril -útil para integrar ex-membros do bloco comunista, é verdade, porém ineficaz no contexto geoestratégico atual. A Rússia já é parceira estratégica da aliança, e a China abriu negociações na última quinta-feira. "Com o fim da URSS, a Otan teve seu papel político fortalecido em detrimento do aspecto militar. No entanto, percebendo que, ante as novas ameaças que pesam sobre o mundo, como o terrorismo e a proliferação de armas, ela poderia tornar-se ineficiente, Robertson decidiu lançar um projeto de reformas. Este poderá dar novo alento à aliança", afirmou Joseph Nye, reitor da Kennedy School of Government, da Universidade Harvard (EUA). Com efeito, além da nova expansão da Otan para o Leste Europeu, o principal ponto da Cúpula de Praga será a criação de sua força de reação rápida. Contudo, no que se refere a esse aspecto, também não faltam divergências. Estas opõem sobretudo a França -e, em menor escala, a Alemanha- aos EUA e a seu maior aliado europeu, o Reino Unido, e envolvem a criação da força de reação rápida da União Européia. "Tony Blair [premiê britânico] quer que a força militar européia complemente o aparato bélico da Otan. Ele teme que uma coincida em parte com a outra e que a situação fique bloqueada. Há ainda a questão do financiamento da força européia, que ainda não foi resolvida", explicou Christian Lequesne, especialista em UE do Centro de Estudos e de Pesquisas Internacionais (Paris). De fato, para que sua força pudesse ser eficaz, os países da UE teriam de elevar significativamente seus gastos militares, o que é preconizado tanto por Washington quanto por Londres. As despesas militares do bloco correspondem a cerca de 2% de seu PIB (total de riquezas). Desconsiderando a China, os EUA despendem mais nessa área que os outros 12 países que mais gastam. Uma coisa é certa: não há espaço na cena internacional para as duas estruturas militares caso elas não sejam complementares. Isso poderá também dificultar a criação da força da UE, pois Robertson já declarou que a da Otan poderia tornar-se funcional antes do planejado -em meados de 2003. O aspecto militar ofensivo da Otan vem sendo esvaziado desde a ofensiva em Kosovo, ocorrida em 1999. A maior prova disso foi a campanha militar no Afeganistão. Nela, embora os aliados tenham acionado a cláusula de defesa mútua da aliança, Washington preferiu formar uma coalizão com parceiros específicos. Se houver um ataque ao Iraque, ela também não deverá ser utilizada. "Em Kosovo, Washington percebeu que, em caso de crise, a estrutura decisória da Otan se torna um entrave. Cada etapa tinha de ser debatida com os outros membros da aliança, havendo a obrigação jurídica de que a resolução final fosse consensual", analisou Bruno Tertrais, da Fundação para a Pesquisa Estratégica (Paris). Com a expansão, essa situação não deverá deteriorar-se, já que os futuros membros, mais que a França, por exemplo, tenderão a alinhar-se aos EUA (o fantasma russo ainda assombra). Todavia, se, em Praga, o consenso não deixar de ser obrigatório, a Otan não resolverá sua crise de identidade. FONTE: FOLHA ONLINE

Marinha Francesa receberá três FREMM a menos que Previsto

Segundo jornal La Tribune, os industriais de defesa franceses conseguiram evitar danos maiores na nova edição do Livro Branco de Defesa da França, que seriam cortes de programas
Apesar do Livro Branco de Defesa 2013 da França prever menos encomendas de equipamentos, industriais do setor de defesa francês disseram na segunda-feira (29 de abril) que escaparam do pior, que seria o cancelamento de importantes programas de armamento. As informações sao do jornal francês La Tribune. A mobilização de líderes dos maiores grupos de defesa franceses durante o planejamento do Livro Branco teria evitado cortes excessivos? Segundo o jornal, levando em conta as ameaças à soberania nacional, além das capacidades de exportação e de manter os empregos na França, aparentemente esses grupos conseguiram limitar o dano. Certamente, serão afetados pela redução de encomendas do Governo nos próximos anos, ou com pedidos espaçados por mais tempo do que o previsto. Mas, por outro lado, o Livro Branco de 2013 não prevê o abandono de nenhum programa de equipamento militar. Segundo Jean-Pierre Maulny, diretor-adjunto do Instituto de Relações Internacionais e Estratégicas, “eles evitaram o pior. Este é um Livro Branco que preserva o essencial. Ele não quebra a principal ferramenta industrial, que é a conservação da capacidade de pesquisa e desenvolvimento.” Cristian Mons, presidente do Conselho das Indústrias de Defesa Francesas (Cidef), acrescentou: “Se o orçamento anual para os principais programas de armamentos continuar como o planejado, em 5,9 bilhões de euros, o impaco na indústria será relativamente limitado.” Menos caças Rafale e fragatas Ainda assim, a redução de efetivos e de meios das Forças Armadas vai impactar as indúestrias. A Defesa Francesa não contará com mais de 225 aviões de caça (somando os da Força Aérea com os da Marinha) por volta de 2025, quando a meta anterior era ter 300 caças. Como resultado, haverá menos encomendas do Rafale da Dassault Aviation do que o previsto. A Marinha, que foi a força menos afetada, terá que se contentar com 15 fragatas de primeira linha, ao invés de 18. Assim, a DCNS também terá menos encomendas. Já a Nexter, que fabrica os carros de combate Leclerc, terá que se adaptar a um número que foi reduzido de 250 para 200 unidades. Por outro lado, o programa Scorpion de modernização dos blindados do Exército foi mantido, assim como os programas de mísseis da multinacional europeia MBDA, incluindo o míssil antinavio (ANL) que simboliza a cooperação industrial franco-britânica (havia temores da Inglaterra de que a França sairia do programa). Porém, ainda há um obstáculo no caminho: a lei de programação militar (LPM) 2014-2019, que será votada no segundo semestre. Christian Mons fez questão de lembrar que “a última LPM não foi respeitada” e disse que só vai descansar quando ela sair. FONTE: La Tribune (tradução e edição do Poder Naval a partir de original em francês) INFOGRÁFICO: Le Monde FOTOS: Marinha Francesa

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Embraer fecha contrato para vender 30 aviões à United Airlines

A fabricante brasileira de aeronaves Embraer anunciou, nesta segunda-feira (29), que assinou um contrato com a United Airlines para a venda de 30 jatos Embraer 175. O contrato também prevê opções para mais 40 aviões. Se todas as opções forem exercidas, a operação tem valor estimado de US$ 2,9 bilhões, segundo a empresa. “Estamos muito satisfeitos com este pedido, pois reforça e amplia a nossa parceria de longa data com a United Airlines, então como Continental Airlines, cliente de lançamento do jato ERJ 145, em 1996”, disse, em nota, Paulo Cesar Silva, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.A primeira entrega, segundo a Embraer, está prevista para o primeiro trimestre de 2014. Os aviões, que serão operados sob a marca United Express, serão configurados com 76 assentos. Em nota, a United Airlines informou que as aeronaves da Embraer vão substituir alguns dos antigos jatos regionais de 50 assentos da frota da companhia. "Os E175s vão consumir 10% menos combustível por assento e terão menos emissões de CO2 por assento que a aeronave de 50 assentos que vão substituir". Também nesta segunda-feira, a Embraer anunciou que encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 61,7 milhões, uma queda de 67% frente ao mesmo período de 2012. Nos primeiros três meses do ano passado, o lucro da empresa ficara em R$ 187,6 milhões. Fonte: G1

domingo, 28 de abril de 2013

Bolívia processa Chile na corte de Haia por saída para o oceano

A Bolívia entrou ontem com uma ação contra o Chile na Corte Internacional de Justiça de Haia, na Holanda, para que Santiago negocie uma saída soberana para o oceano Pacífico. Segundo o chanceler boliviano, David Choquehuanca, seu país “solicita à corte que sentencie e declare que o Chile tem a obrigação de negociar de boa-fé com a Bolívia um acordo rápido e efetivo que lhe conceda uma saída plenamente soberana para o Pacífico”. O Chile reagiu rapidamente. “Se eles pretendem conversar sobre a soberania marítima do Chile, não há diálogo possível”, declarou o ministro do Interior, Andrés Chadwick. A Bolívia reivindica cerca de 400 km de costa que cedeu à força ao Chile após guerra em 1879. Os chilenos dizem cumprir tratado firmado em 1904, que os bolivianos contestam. FONTE: folha.com

ONU quer levar ao Congo experiência brasileira no Haiti

A experiência prévia à frente de operações militares no Haiti fez o general de divisão brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz ser convidado pela ONU para comandar sua maior missão de paz: a Monusco, na República Democrática do Congo. Embora se torne responsável por uma tropa de mais de 20 mil capacetes azuis, sua tarefa mais delicada será conduzir uma unidade militar criada há menos de um mês, de uma forma sem precedentes na história das missões da paz da ONU. A “Brigada de Intervenção” foi estabelecida com uma “autorização especial” da cúpula da ONU para adotar “qualquer medida necessária” para derrotar o M23 (Movimento 23 de Março), o FDLR (Forças Democráticas para Libertação de Ruanda) e o LRA (Exército de Resistência do Senhor), e ao menos outros quatro grupos rebeldes locais e internacionais que operam especialmente no leste do país. Na prática, isso significa que o Departamento de Missões da Paz da ONU criou uma estrutura para possibilitar a realização de ofensivas militares mais robustas no âmbito de uma missão de paz convencional, sem ferir a legislação e os princípios das Nações Unidas. A brigada, sediada na cidade de Goma, é composta por dois batalhões de infantaria, um de artilharia, um de forças especiais e uma companhia de reconhecimento. Santos Cruz e um grupo de oficiais brasileiros comandarão um contingente formado principalmente por soldados africanos. “Há uma grande variedade de grupos rebeldes no leste do país. Eu me considero pronto para enfrentar até o pior cenário. O objetivo será aliviar o sofrimento da população”, disse Santos Cruz à BBC Brasil. A escolha dele foi motivada pelo papel que exerceu como chefe militar da missão de paz no Haiti entre os anos de 2007 e 2009, segundo fontes ouvidas pela BBC Brasil. Na época, o general autorizou seus coronéis e subordinados a planejar e executar ações de força, que finalizaram o processo de desmantelamento de grupos rebeldes e gangues que dominavam a favela de Citè Soleil – o último grande bastião rebelde do país. Segundo militares ouvidos pela BBC Brasil, assim como seus antecessores, Santos Cruz sofreu grande pressão de diplomatas da ONU para endurecer as ações no Haiti naquela ocasião. Porém, de acordo com diplomatas do Itamaraty, ele teve versatilidade para balancear o uso da força – fazendo com que as operações em Porto Príncipe atingissem seus objetivos sem descumprir a legislação internacional ou ferir direitos humanos. Além disso, o general ganhou a confiança do embaixador Edmond Mulet, que à época chefiou a parte civil da Minustah e hoje é o assistente do secretário-geral da ONU para operações de paz. Ou seja, segundo fontes no Itamaraty, não houve um esforço diplomático brasileiro específico para assumir a missão na RDC, mas um reconhecimento da ONU sobre o papel que o Brasil exerceu na pacificação do Haiti que foi recompensado. “Trata-se de uma homenagem pelo excelente trabalho que ele desempenhou à frente da Minustah e um novo sinal de reconhecimento internacional à atuação dos militares brasileiros”, disse em entrevista o ministro da Defesa Celso Amorim, que ocupava a chancelaria durante a maior parte da permanência de tropas brasileiras no Haiti. Santos Cruz já havia sido colocado na reserva quando começou a ser sondado para a missão na RDC. Vinculado atualmente a um órgão civil do governo federal, está sendo trazido de volta à ativa no Exército para assumir o cargo internacional. Ele disse à BBC Brasil acreditar que a percepção e a experiência com situações dinâmicas adquiridas no Haiti serão de grande ajuda na RDC. Porém, afirmou que são missões muito diferentes, principalmente em relação ao tamanho do país de 71 milhões de habitantes (o Haiti tem 8 milhões) e da diversidades das forças que disputam o poder. Crise A situação na região da RDC começou a se agravar após o genocídio de Ruanda, em 1994, quando mais de 1,2 milhão de hutus (muitos deles milicianos envolvidos no massacre de tutsis em Ruanda) cruzaram a fronteira leste da RDC, o antigo Zaire – em uma área tradicionalmente habitada por tutsis e outras etnias. Ali, os hutus se aliaram a forças do governo do então Zaire em uma campanha militar contra os tutsis congoleses. Mas uma coalizão de tropas de Ruanda e Uganda com forças rebeldes congolesas, lideradas por Laurent Désiré Kabila, invadiu o país e derrotou o Exército do então presidente Mobuto Sese Seko, tomando a capital, Kinshasa, em 1997 e colocando Kabila no poder. Um ano depois, Kabila enfrentou uma rebelião que também teve a intromissão de nações vizinhas. Em 1999 a ONU promoveu um cessar-fogo entre a RDC e Angola, Namíbia, Ruanda, Uganda e Zimbábue. Uma força de capacetes azuis foi então enviada ao país. Eleições livres foram realizadas, mas conflitos continuaram irrompendo em diversas províncias da RDC. Em 2010, a ONU endureceu a missão do país, mas abusos de direitos humanos e violência sexual continuaram a ocorrer. Um vácuo de poder no leste do país possibilitou aos grupos rebeldes ameaçar o governo central. A reação das Nações Unidas foi endurecer ainda mais o mandato da missão de paz e criar as condições para a organização da Brigada de Intervenção. Essa unidade especial funcionará durante um ano. Santos Cruz ainda não tem uma data definida para assumir o comando. Seu envio depende de uma autorização formal da presidente Dilma Rousseff – que deve ocorrer em breve, segundo analistas. O Brasil deve então enviar uma equipe de oficiais das Forças Armadas à RDC para integrar a equipe do general. Segundo fontes do Itamaraty não há por enquanto intenção de enviar um contingente de militares combatentes à RDC. Isso porque a característica principal das tropas que integram a Monusco é uma forte participação africana. O Brasil participa de uma série de missões de paz da ONU. As principais delas ocorrem no Haiti, onde o país tem, além do comando, uma batalhão com cerca de 1.200 homens e no Líbano, onde o país mantém um contra-almirante que chefia a Força Tarefa Naval da ONU e uma fragata com mais de 300 tripulantes. FONTE: G1

PLANO ANTITERROR BRASILEIRO É QUESTIONADO

A preocupação em diversos setores do governo brasileiro com o terrorismo, em razão da realização de quatro grandes eventos no Brasil, a partir de junho, aumentou depois do atentado em Boston, na segunda-feira. Especialista em contraterrorismo, o espanhol Marcus Reis disse ao Estado que falta coordenação entre áreas preventivas. "Onde está a legislação que define o terrorismo e possibilita a ivestigação e a tipificação desse crime? Onde está a legislação que define a competência dos órgãos? E a cadeia de comando e gerência?", questiona. Há preocupação também entre autoridades das Forças Armadas e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) - que não se manifestam publicamente em razão do cargo que ocupam. Um problema, segundo elas, é a disputa de poder e de recursos pelo controle das operações nos eventos. A Secretaria de Grandes Eventos, ligada ao Ministério da Justiça, de acordo com esses especialistas, "não promove a integração que precisa ser feita". A secretaria diz que montou um plano para eventos até 2016 e sua meta é "promover a integração entre as forças de segurança brasileiras, nos três níveis de governo, e entre elas e a Interpol". E ressalta a construção de uma rede integrada formada por 14 centros de comando e controle (12 regionais, nos Estados-sede, e dois nacionais, um em Brasília e outro no Rio de Janeiro). Ainda segundo a secretaria, houve troca de informações e de experiências com países como EUA, Israel, França e Grã-Bretanha. Algo que preocupou os especialistas foi a extinção do núcleo do centro de coordenação das atividades de prevenção e combate ao terrorismo,vinculado ao Gabinete de Segurança Institucional,criado em 2009. Especialista em terrorismo e conflitos de baixa e médiaintensidade, Andre Luís Woloszyn questionou a dissolução. "Se é apenas um passo de um planejamento estratégico, de inteligência mais elaborado e de caráter sigiloso, ótimo. Mas sefor simplesmente um ato político, estaremos cometendo um terrível equívoco em subestimar essas ameaças." Se houver algum atentado, o Exército tem o Comando de Operações Especiais, unidade de elite localizada em Goiânia. Existe ainda a Companhia de Defesa Química, Biológica e Nuclear, especializada em controle e descontaminação de armas, locais e equipamentos militares. FONTE: Tânia Monteiro O ESTADÃO

Brasil usará 25 mil militares em ação inédita em fronteiras

O Ministério da Defesa deve enviar até 25 mil militares para patrulhar toda a fronteira terrestre do país simultaneamente em uma operação inédita, relacionada à segurança da Copa das Confederações. A ação deve afetar diretamente cerca de seis milhões de brasileiros que vivem próximo às fronteiras.
A operação Ágata 7 será a maior ação militar voltada à segurança pública realizada no governo Dilma Rousseff em número de participantes, equipamentos e abrangência.As dimensões da ação também superam todas as operações do gênero realizadas desde a criação, em 2009, do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas - o órgão tem a missão de integrar e coordenar as ações do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Serão cobertos 16.886 quilômetros de fronteira com dez países, segundo o brigadeiro Ricardo Machado Vieira, chefe de operações conjuntas do Ministério da Defesa. "Vai ser a maior operação que já fizemos", afirmou. Operações do gênero realizadas no passado eram capazes de cobrir apenas pedaços da fronteira. Sua realização foi anunciada na terça-feira pela presidente Dilma. Será primeira vez que os comandos militares da Amazônia, do Oeste e do Sul trabalharão integrados em uma mesma operação. "Mas não vamos ter um homem a cada 100 metros. Já identificamos posições que sabemos que são mais críticas", disse Vieira. Isso significa que as tropas serão espalhadas em pontos da fronteira que já vêm sendo investigados há cerca de um mês por cem militares dos setores de inteligência das Forças Armadas. Os locais específicos não foram revelados, mas as maiores concentrações de tropas devem acontecer nas regiões de Tabatinga (AM), Assis Brasil (AC), Ponta Porã (MS) e Foz do Iguaçu (PR), entre outras. Centenas de aeronaves e veículos devem ser usados. Os principais meios de transporte das tropas e agentes ligados a diversos ministérios para as regiões mais remotas devem ser helicópteros Black Hawk, Pantera, Cougar e Esquilo. Caças Super Tucano da Aeronáutica serão usados para interceptar aviões suspeitos e drones (aviões não tripulados) farão vigilância aérea. Embarcações de patrulha da Marinha devem interditar os principais rios que cruzam a fronteira e blindados do Exército ocuparão as estradas que dão acesso ao país. Todos os militares envolvidos levarão armamento letal e terão poder de polícia. Combate ao crime O objetivo da ação será combater diversos tipos de atividades criminosas. Alguns exemplos são os garimpos irregulares na fronteira com as Guianas, pistas de pouso irregulares e tráfico de drogas na região amazônica, contrabando de armas e mercadorias ilícitas no oeste e sul da fronteira e a entrada de explosivos pelo sul, entre outras. Segundo Vieira, não há foco específico em um determinado tipo de atividade criminosa. A ideia do governo é combater os diversos tipos de crime na fronteira para beneficiar o país como um todo – combatendo, por exemplo, a entrada de drogas, armas e mercadorias irregulares nas capitais. A estratégia do governo em operações semelhantes realizadas no passado foi interromper e sufocar o as atividades de traficantes e contrabandistas na fronteira para prejudicar suas finanças. Quando os militares saíram da região, operações específicas da Polícia Federal e da Receita Federal tentaram capturar criminosos que voltaram à região para tentar se recuperar do "prejuízo" dos dias de bloqueio. A data específica de início da ação é tratada como informação sigilosa. Foi anunciado apenas que a operação deve começar em maio e durar cerca de três semanas – terminando antes da Copa das Confederações da Fifa. O torneio ocorrerá entre os dias 15 e 30 de junho e reunirá equipes de oito países. Essa será a sétima edição da operação Ágata, um esforço militar iniciado em 2011 para patrulhar a fronteira brasileira com ações militares massivas. As operações anteriores aconteceram em regiões específicas do país. A última levou mais de 12 mil militares para os Estados de Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Acre no fim do ano passado. Nas seis edições anteriores foram apreendidos mais de 750 veículos e embarcações e 12 toneladas de drogas. Os militares aproveitam a presença na região para oferecer tratamento médico e odontológico em povoados e cidades isoladas. Cerca de 63 mil pessoas foram atendidas.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

F-X2: revista diz que Rafale perdeu favoritismo

A novela dos caças – Depois de mais de 15 anos de adiamentos, a compra dos novos aviões militares pode finalmente ser efetivada em 2013, diz o ministro da Defesa, Celso Amorim. Tudo indica que a pior opção, a do Rafale, ficou para trás A novela se desenrola há quase 17 anos. Nesse período, o programa mudou de nome, o modelo dos produtos foi modificado, o preço foi multiplicado por dez e nada foi decidido. Final­mente, neste ano, o governo pode autorizar a compra dos 36 caças que vão modernizar a Força Aérea Brasileira (FAB). Interlocutores do governo dizem que a presidenta Dilma Rousseff quer escolher o vencedor do projeto FX-2 ainda em 2013. Embora os aviões só entrem em operação a partir de 2015, ela teria interesse em colher os frutos da modernização das Forças Armadas brasileiras nas eleições de 2014. “Tenho grande expectativa (sobre a definição dos vencedores), mas não tenho bola de cristal”, disse, na terça-feira 9, o ministro da Defesa, Celso Amorim, quando questionado sobre o assunto, durante a Feira Internacional de Defesa e Segurança (Laad), no Rio de Janeiro. A esperança é que o governo abra mão da munição retórica que tem dominado o tema e finalmente decida armar de fato a defesa aérea do País. Mas especialistas temem que, mais uma vez, o assunto seja protelado. “A questão dos caças é meramente política e hoje não há interesse político sobre esse tema”, avalia Expedito Carlos Bastos, pesquisador de assuntos militares na Universidade Federal de Juiz de Fora. “Esse governo vive de retórica.” Três empresas participam da disputa: a francesa Dassault, com o modelo Rafale, num contrato avaliado pela própria FAB em US$ 8,2 bilhões; a americana Boeing, com o avião F-18 Super-Hornet, de US$ 5,4 bilhões; e a sueca Saab, com o projeto Gripen NG, de US$ 4,3 bilhões. Na corrida pelos bilhões do governo brasileiro, a Dassault perdeu o favoritismo inicial, que remontava à época do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dando espaço para a Boeing. A preferência pelo Rafale era evidente na parceria entre Lula e o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy. Os dois protagonizaram uma gafe, em setembro de 2009, quando, numa visita de Sarkozy a Brasília, Lula divulgou uma nota afirmando que estava negociando a compra do avião francês. A reação dos Estados Unidos e da Suécia adiou o projeto, que foi colocado na geladeira pela presidenta Dilma. Águas passadas, Lula e Sarkozy levaram consigo o principal argumento em defesa do Rafale: a vontade de ambos. Hoje, qual motivo levaria o País a gastar quase US$ 3 bilhões a mais (veja quadro)? Desde então, a Boeing tem estreitado os laços com o Brasil. Em dezembro do ano passado, anunciou uma parceria com a Embraer para o desenvolvimento de tecnologias para aumentar a segurança de procedimentos de pouso, além do compromisso de construir um centro de pesquisa em São José dos Campos (SP). “O F-18 é o avião mais adequado ao governo brasileiro, porque está ainda sendo fabricado e vai ter peças de reposição pelos próximos 40 anos”, diz Bastos. A Embraer, por sua vez, fechou acordo de venda de seu Super Tucano para os americanos, mas tem enfrentado dificuldades no Congresso daquele país para efetivar a encomenda. O especialista lembra que a compra dos 36 caças previstos no pacote inicial é um mínimo para que a Força Aérea Brasileira fique operacional. A frota dos Mirage 2000, com 30 anos de uso, deve ser aposentada no fim deste ano. Com isso, toda a defesa aérea brasileira ficaria a cargo dos F-5, dos anos 1970, que passaram por uma modernização em 2000. Para o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), além da modernização, a frota renovada é uma necessidade para responder aos novos desafios da defesa: combater o narcotráfico e o terrorismo e proteger as áreas do pré-sal. “O Brasil não está efetivamente adequado para essas novas demandas”, diz Barbosa. FONTE / INFOGRÁFICO: IstoÉ Dinheiro (reportagem de Paulo Justus) FOTO DO ALTO: Força Aérea Francesa F-X2: será que os sucessivos adiamentos prejudicaram o Rafale? Ou novos adiamentos favoreceriam o caça francês? Segundo jornal La Tribune, se a decisão do F-X2 fosse hoje o escolhido não seria o Rafale - Reportagem do jornal francês La Tribune publicada na última sexta-feira, 12 de abril, repete uma afirmação que o jornal já havia feito no início do ano: segundo fontes brasileiras ouvidas pela reportagem, caso a decisão do programa F-X2 fosse tomada hoje, o vencedor não seria o caça francês. A matéria realizada na LAAD 2013 tratou de cinco programas franceses no Brasil, sendo o F-X2 um deles. Quanto a este, o jornal francês destacou os diversos adiamentos do programa em que também competem o Boeing F-18 Super Hornet e o Saab Gripen NG, assim como as declarações do ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, de que há uma certeza de que deve ser decidido mas que “não tem uma bola de cristal” para dizer qual será o vencedor. Nos corredores da LAAD 2013, diversos observadores entrevistados pelo La Tribune se mostraram pessimistas em relação às chances do Rafale hoje. Um representante da indústria afirmou que “o momento do Rafale passou.” O jornal dá a entender que novos adiamentos poderiam beneficiar o Rafale, dado que hoje ele não seria o escolhido. Mas deixa a pergunta: adiar até quando? O jornal também noticiou que, apesar do grande crescimento da feira de defesa LAAD, nenhum dos grandes executivos presidentes das principais empresas de armamento francesas compareceram, com exceção do futuro “ex-presidente” da Eurocopter, Lutz Bertling. Outro programa tratado pela reportagem foi o do satélite de comunicações civil e militar, estimado em até 300 milhões de euros. Os franceses competem (incluindo entre si, no caso a Thales Alenia Space e a Astrium) com outros cinco grupos. O pedido de informações (RFI) foi lançado em dezembro do ano passado e o pedido de propostas (RFP) deu-se em meados de fevereiro. Os concorrentes franceses têm se mostrado flexíveis para atender às necessidades brasileiras, que incluiriam um segundo satélite. A vigilância das fronteiras marítimas (SisGAAZ), a chamada “Amazônia Azul” ainda é disputada por empresas francesas (dentro de uma proposta da EADS) , após o sistema de vigilância das fronteiras (Sisfron) ter marcado uma derrota para a Thales e a EADS (foi vencido pela brasileira Embraer). O RFI é esperado para antes de junho. Ainda falando no ambiente naval, o programa Prosuper da Marinha do Brasil, que visa renovação da frota de superfície, também conta com uma empresa francesa na disputa, a DCNS, mas vem sofrendo com adiamentos para ser lançado devido a restrições orçamentárias. Ainda assim, espera-se que um contrato possa ser assinado em 2017 ou 2018. O fato de que a BAE Systems colocou “um pé” no programa devido à venda de três navios-patrulha oceânicos (originariamente destinados a Trinidade & Tobago) foi lembrado pelo jornal La Tribuna. Outro programa naval que conta com a DCNS competindo é o Pronae (de longo prazo, para depois de 2025), visando dois porta-aviões para a Marinha do Brasil. O RFP foi lançado em 2012, e concorrem com os franceses propostas russas, britânicas, espanholas, italianas e norte-americanas. Alguns acreditam que a proposta da DCNS contaria com ainda mais apoio do Governo Francês do que a do Prosuper, pois permitiria matar dois coelhos com uma cajadada só: os porta-aviões e a versão naval do Rafale. Falando no Rafale, vale lembrar (como já adiantamos acima) que o mesmo jornal havia publicado reportagem em janeiro sobre o Rafale não ser o preferido naquele momento: “Se o Brasil tivesse que selecionar um caça no final do ano passado, o Rafale não seria selecionado”, disse na ocasião ao La Tribune um “grande conhecedor do Brasil”. O problema levantado na ocasião foi o custo de operação e manutenção do Rafale, que os brasileiros acreditavam ser muito alto. Porém, autoridades francesas já afirmavam à época que o Rafale precisava de menos mecânicos (7 a 8) para manter, por aeronave, do que seus competidores, e que isso seria reduzido ainda mais: para apenas quatro mecânicos por aeronave. Além disso, o custo de hora de voo em 2006, que equivalia a 39.000 euros, tinha uma previsão de drástica redução para 2012, falando-se em números como 10.000 euros para a versão da Força Aérea e 7.000 euros para a naval*, para o que ajudaria a nova versão mais econômica do motor M88-4E. Entretanto, rivais do Rafale destacaram o valor elevado de 2006, e caberia aos franceses convencer os brasileiros de que isso estava sendo bastante reduzido. Assim, a relutância poderia ser contornada com uma comunicação mais eficiente, restando resolver outro problema: uma possível preferência da brasileira Embraer (principal indústria aeronáutica brasileira) pela proposta do sueco Gripen. No passado, a Embraer teria sido subestimada pelos franceses quando eram detentores de 20% das ações da empresa, disse uma fonte do jornal em Paris, e os brasileiros teriam tido a impressão de que os franceses queriam controlá-la. Já outra fonte do jornal afirmou que a Embraer estaria mais enteressada numa parceria com a Boeing. Comparando-se as opiniões colhidas pelas duas reportagens do jornal, com três meses de diferença, a impressão é de que a relutância expressada em janeiro prosseguiria agora, em abril. Fica então a pergunta do Poder Aéreo: será que os sucessivos adiamentos do F-X2 prejudicaram as possibilidades do Rafale vencer ou será que novos adiamentos poderão fazer o caça francês recuperar sua vantagem? FONTE: La Tribune (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de originais em francês) FOTOS: Força Aérea Francesa *NOTA DO EDITOR: como uma versão naval dificilmente tem custo menor de manutenção / hora de voo do que uma operada em terra, dado que o ambiente de operação naval é mais exigente e desgastante, pode-se supor que o número se refere à redução em relação ao valor anterior (39.000 euros menos 10.000 para a versão terrestre e 39.000 menos 7.000 para a naval, provavelmente) e não no valor final da hora de voo para cada aeronave (10.000 euros por hora de voo para a versão da Força Aérea e 7.000 euros para a versão da Marinha). Esses números são tratados e confrontados com outros dados em documento do Senado Francês, que fala em valor de 35.000 euros ao invés de 39.000 (clique aqui para acessar). FONTE: O PODER AÉREO

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Plano de segurança e defesa para a Copa de 2014 foi aprovado

O plano abrange ações de defesa cibernética, combate ao terrorismo e outros serviços de segurança e inteligência O documento aprovado nessa segunda-feira (4) contempla as regras que nortearão as competições esportivas, como, por exemplo, defesa cibernética e combate ao terrorismo para a Copa das Confederações,que ocorre em junho de 2013, e a Copa do Mundo, que acontecerá no próximo ano. O planejamento estratégico de segurança pública e defesa para a Copa do Mundo Fifa 2014, faz com que os grandes eventos passem a contar com diretrizes específicas que têm como foco principal a integração entre os diversos ministérios e setores dos governos federal, estaduais e municipais. O plano foi assinado pelos ministros da Defesa, Celso Amorim; da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o secretário-executivo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Roberto Sebastião Peternelli Junior. A reunião sobre segurança pública e defesa continua nesta terça-feira (5) com a discussão do planejamento operacional dos seis Coordenadores de Defesa de Área (CDAs) de Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Natal (RN), Fortaleza (CE) e Recife (PE). Copa das Confederações e do Mundo Com o objetivo de avaliar o trabalho do governo para as competições esportivas promovidas pela Fifa, o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) levou para o Rio de Janeiro os oficiais que estão encarregados pelas Coordenações de Defesa de Área (CDAs) das 12 cidades-sede onde acontecerão as duas competições da Fifa. O secretário executivo do Ministério do Esporte, Luiz Fernandes, contou que os ingressos para as partidas de futebol tiveram grande procura e que dos 800 mil bilhetes colocados à venda a expectativa é de vender entre 76% a 99%. Desse público, o governo espera que entre 22% e 36% sejam turistas brasileiros e apenas entre 3% a 7% estrangeiros. A grande maioria será de torcedores que moram nas cidades onde ocorrerão as partidas. Serviço de inteligência Em seguida, o diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Wilson Tezza, fez exposição sobre o serviço de inteligência. De acordo com ele, os setores de segurança envolvidos nos eventos devem produzir informações de 200 mil nomes de pessoas que estarão participando direta ou indiretamente das competições, sendo a maior parcela 98 mil voluntários que se cadastraram junto à comissão organizadora. Tezza explicou que para a realização, a Abin contará com reforço de 180 novos servidores dentro dos próximos meses. Segundo o diretor, a principal característica será a integração entre os serviços de segurança que permitirá identificar, por exemplo, alvo que possa colocar em risco as duas competições. O comandante da Brigada de Operações Especiais (BOE), general Marco Antonio Freire Gomes, fez um relato sobre o planejamento de contraterrorismo e antiterrorismo. De acordo com o general, o setor será responsável pelo monitoramento e por ações contra terroristas que por ventura venham a ocorrer no âmbito das competições. Por questões de segurança, o general Freire Gomes solicitou que o detalhamento do plano fosse mantido em sigilo pelos participantes do encontro. O planejamento estratégico de Segurança Pública e Defesa para a Copa do Mundo da FIFA 2014 foi aprovado nesta segunda (04.03) durante reunião na sede do Comando Militar do Leste (CML), no Rio de Janeiro. O documento apresenta as regras que nortearão as competições esportivas, como, por exemplo, defesa cibernética e combate ao terrorismo para a Copa das Confederações FIFA 2013 e a Copa de 2014. A partir de agora, os grandes eventos passam a contar com diretrizes específicas que têm como foco principal a integração entre os diversos ministérios e setores dos governos federal, estaduais e municipais. O plano foi assinado pelos ministros da Defesa, Celso Amorim, da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o secretário-executivo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Roberto Sebastião Peternelli Junior. O secretário executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, abriu a reunião expondo o calendário de ações patrocinadas pelo governo federal para assegurar a infraestrutura das copas. Em seguida, o diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Wilson Tezza, fez uma exposição sobre o serviço de inteligência. De acordo com ele, os setores de segurança envolvidos nos eventos devem produzir informações de 200 mil nomes de pessoas que estarão participando direta ou indiretamente das competições. Tezza explicou ainda que a Abin contará com reforço de 180 novos servidores dentro dos próximos meses. O comandante da Brigada de Operações Especiais (BOE), general Marco Antonio Freire Gomes, fez um relato sobre o planejamento de contraterrorismo e antiterrorismo. De acordo com o general, o setor será responsável pelo monitoramento e por ações contra terroristas que por ventura venham a ocorrer no âmbito das competições. Com o objetivo de avaliar o trabalho do governo para as competições esportivas promovidas pela FIFA, o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) trouxe para o Rio de Janeiro os oficiais que estão encarregados pelas Coordenações de Defesa de Área (CDAs) das 12 cidades-sede das competições. A reunião prossegue nesta terça (05.03) com a discussão do planejamento operacional dos seis CDAs de Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE) e Recife (PE). Os militares tratarão ainda das medidas de apoio da Marinha, do Exército e da Força Aérea aos CDAs. A reunião será concluída pelo chefe do EMCFA, general José Carlos De Nardi. Fonte: Ministério da Defesa

segunda-feira, 22 de abril de 2013

SISTEMA DE DEFESA AÉREA PARANA

Proposta da estatal russa Rosoboroexport poderá atrair empresas brasileiras para um desenvolvimento conjunto de Sistema de Antiaéreo. Alexandre Beraldi Colaborou Claudio Xavier Causou surpresa o anúncio veiculado por fontes russas de que pretendia desenvolver um avançado sistema de defesa aérea em conjunto com o Brasil. Estabelecido contato com os representantes da estatal russa Rosoboronexport que se fizeram presentes à LAAD 2013, obteve-se mais detalhes sobre o Sistema de Defesa Aérea PARANA. A proposição é, na verdade, um projeto de adaptação e nacionalização do conhecido Pechora-2M (S-125 2M). Segundo a Rosoboronexport o sistema AAé Pechora possui uma arquitetura que facilita a incorporação de sistemas alienígenas, assim o PARANA, nos moldes propostos, empregaria possivelmente um radar de vigilância nacional OrbiSat SABER M-200 integrando o sistema na função de busca de alvos, em substituição ao radar de busca P-15 original. Ele seria operado em conjunto com uma versão nacionalizada do radar de direção de tiro SNR-125M-2M(K), ambos controlados por um Centro de Operações Antiaéreas Móvel nacional, rodando um software nacionalizado e integrado ao sistema de Defesa Aérea Brasileiro. Segundo informações da OrbiSat a empresa poderá desenvolver um novo radar para os futuros programas de defesa antiaérea das Forças Armadas. Sendo que, este novo radar deverá ser baseado no radar secundário existente no M200. O PARANA seria montado em chassis de veículos nacionais para facilitar a logística e manter altos índices de mobilidade e operacionalidade a despeito das adversidades das condições de uso em qualquer terreno. Assim o posto de comando, radares, rampas de lançamento, sistemas de municiamento e meios auxiliares seriam todos montados sobre uma mesma plataforma automotiva militarizada nacional, como, por exemplo, a que for usada no sistema ASTROS 2020 da AVIBRAS. O sistema ainda utilizaria o método de lançamento por rampas canteiráveis, e não o lançamento vertical comum nos modernos mísseis AAé de médio alcance. Porém, seria utilizada uma versão mais moderna do míssil 5V27DE atualmente em produção, que teria, segundo a Rosoboronexport, maior velocidade, maior alcance e grande capacidade contra alvos de seção radar reduzida, sendo eficaz contra aeronaves e armamentos guiados stealth. Foi reportado por um funcionário da comitiva que o Pechora-2M, apesar de não tão cercado de admiração como os mais novos S-300 e S-400, tem sido efetivamente empregado em combate recente com altos índices de eficácia, insinuando que teria sido usado com sucesso pela Síria para abater um RF-4E turco. A origem do Pechora-2M está no sistema de mísseis SA-3 GOA (código OTAN), cuja operação na Guerra do Yon Kippur (1973) causou enormes perdas à Força Aérea Israelense (IAF). Um sistema de Defesa Aérea fornecido pela então União Soviética ao Egito, formado pelos sistemas de mísseis: SA-2 GUIDELINE, SA-3 GOA e SA-6 GAINFUL, tornou-se quase intransponível à IAF . As empresas que brasileiras que participariam neste empreendimento é a ODEBRECHT Defesa e Tecnologia, através da MECTRON, mísseis e sistemas de controle, e a EMBRAER Defesa e Segurança, através da OrbiSat com o radar SABER 200 e a integração ao PARANÁ O Governo Brasileiro está focado primeiramente na aquisição do Sistema de Defesa Aérea Pantsir S1, cujas negociações estão em andamento entre os dois governos. A oferta russa está focada em dois Projetos Estratégicos do Exército Brasileiro: o PROTEGER, voltado para a Defesa de Infraestrutura Crítica e o Projeto Estratégico do Exército Defesa Antiaérea (PEE DAAe), Alguns dados técnicos preliminares do atual Sistema S-125 Pechora-2M baseado em fontes da Rosoboronexport: Descrição – projetado para proteger instalações administrativas, industriais e instalações militares contra toa as ameaças de alvos aéreos: mísseis Cruise, helicópteros, Drones, incluindo objetos de pequeno volume e / ou características Stealth (discretas). O sistema foi montado em um chassi para mobilidade e sobrevivência no campo de batalha. Tem resistência avançada à Interferência Eletrônica (jamming) Faixa de engajamento - 200m a 20 km Alcance Máximo – a 0,5 km até 22 km 5-20 km até 32 km Velocidade Max do alvo 700m/s Single shot Kill Probability 0,99% Número de Alvos Trackeado 1-2 Alvos Número de alvos seguidos até 16 Cabine de Comando Distância do Lançador 200m Fonte: http://www.defesanet.com.br/